Obrigada!

Me sinto abraçada.

Nunca achei que diria isso, mas é verdade, eu me sinto abraçada, me sinto confortável para chorar, e adivinha? Eu não quero chorar! Sei que posso, é isso é o bastante!

Foi um mê muito difícil, eu perdi coisa demais, eu fui forte demais, mas agora eu tive que parar, repensar, me curar. Eu ia me dar uma pausa, ia deixar essa dor me consumir por inteira de dentro pra fora, já tinha data marcada. Mas eu pensei, quem eu sou para me roubar o direito de sentir dor? Quem eu sou para agendar o sofrimento?

Ele tá doendo é agora, ele tá me fazendo mal é agora?

Amanhã, mês que vem, dia 17 de janeiro de 2020… lá vão ser outras dores, vou sentir quando estiver lá!

A dor de hoje, vai ser sentida hoje!

O simples fato de me permitir sentir o que quer que tiver que sentir, o fato de dizer que está doendo, que eu errei, que eu sinto culpa, que eu queria ter dito para o meu pai que eu o amo, que eu vou ser uma boa filha… o simples fato de poder te dizer que eu te amo seu idiota… já tira milhões de toneladas da minhas costas.

Meu pai não volta,

ele ter morrido não apaga o que ele nos fez,

dizer que eu te amo não te obriga a ficar comigo.

Mas eu rezo para meu pai estar em um bom lugar, para ele estar com minha vó recebendo carinho de mãe. Eu amo ele, sei que eu não fui uma boa filha nos últimos anos, mas eu sei que ele sabe que ele sempre vai ser meu pai, meu primeiro amor, meu herói do sorvete.

Mas tudo que ele fez não se apaga, ainda bem! Teve momentos horríveis, Deus sabe das nossas orações, dos nossos choros… mas teve momentos muito bons. Esses momentos estão aqui na gente, em cada detalhe, se o preço dos bons momentos são as lembranças dos maus momentos, então eu pago! Pago porque o herói do sorvete me salvou vezes demais para ser esquecido!

Mas se o preço de dizer que te amo idiota, for ser rejeitada, eu aceito. Eu aceito o seu não. Eu respeito sua decisão. Aceito que se afaste de mim. Eu juro que não vou correr atrás. Não vou te importunar. Mas saiba que eu te amo, e me orgulho muito desse amor. Sou muito grata a esse sentimento, e vou guardar ele, porque ele foi luz no meio de todas essas sombras. Eu te amo.

Não sei se esse vai ser o último texto que escrevo para você, mas ele é de longe o mais sincero de todos.

Obrigada!

Com todo meu amor.

Não quero você como amigo, quero você inteiro

[13:43, 25/09/2019] D: aproveita enquanto tô disponível
[13:43, 25/09/2019] D: kaopskaksa
[13:44, 25/09/2019] R. M.: Enquanto está? 🤨
[13:46, 25/09/2019] D: é uai
[13:46, 25/09/2019] D: se ficar vacilando dou a chance pra outra
[14:11, 25/09/2019] R. M.: Tudo bem… acho que tá na hora de dar chance para elas
[14:11, 25/09/2019] R. M.: elas merecem essa oportunidade
[14:11, 25/09/2019] R. M.: e você também
[14:12, 25/09/2019] D: Você também merece
[14:12, 25/09/2019] D: Enquanto eu tiver solteiro, eu tô livre pra você

Li um texto sobre pessoas egoístas, pessoas que chegam na gente não porque gostam, ou porque amam, mas porque tem curiosidade. Elas enxergam um potencial maravilhoso, uma luz que pode até extinguir uma escuridão. E a curiosidade delas insiste em descobrir qual a natureza desse brilho.

Acontece que elas vão além. Elas descobrem todos os ingredientes do elixir da luz pulsante e por não conseguirem reproduzir a receita mágica, elas minam daquela fonte que está ali a sua inteira disposição. A cada encontro, conversa, troca de experiências… ela pega um pouco mais. E devagar ela drena toda a felicidade, sabedoria, amor, cumplicidade… e você fica vazio, se culpa, se condena, tenta retomar seu brilho, mas é difícil. E você embarca em um lento processo de cura e reparação.

Para a pessoa, você é apenas mais um…

mais um degrau,

mais um apoio,

mais um desafio,

mais uma missão,

mais uma fotografia,

mais uma quase história de amor…

Das muitas coisas que se vão e das coisas que ficam, o que marcar é a sensação de ter estado despido na frente da pessoa, não de corpo, apesar de que as vezes a ausência de roupa faça parte do show, mas de alma.

O poema Coragem da Anne Sexton diz que é  nas pequenas coisas que à vemos… A coragem de estar totalmente vulnerável na frente de alguém, de mostrar sua verdadeira face, sem os falsos gostos, desgostos, apenas o ser e os seus sonhos… essa coragem de dar à alma a tapa é infinitamente maior que qualquer declaração.

Mas os egoístas podem até despir o corpo, mas eles jamais mostram a alma.

Cansa.

Você tem a coragem de tirar toda a roupa para mim. Do jeito sexy e empolgante. Coloca seu corpo a meu dispor…

Acontece que não estou interessada no seu corpo.

[14:31, 25/09/2019] R. M.:Enquanto eu estiver solteira, quando eu estiver com alguém, quando eu estiver perdida… quando for, minha alma, quem eu sou, estará sempre a sua disposição.

 

 

 

 

 

 

 

Querida Andy

Recentemente eu descobri o poder do abraço, ele junta nossos pedacinhos e coloca no lugar, vai aos pouquinhos colando e reconstruindo o que achávamos que estava destruído. Não podemos nos jogar fora como uma embalagem vazia, somos como cristais, as vezes trincamos, as vezes quebramos, mas dá pra colar, dá pra fundir as peças e criar algo novo, não podemos nos jogar fora.

Se eu pudesse eu te daria um abraço Andy. Daqueles que além de colar os pedacinhos também transfere energia, sabe?

Esses abraços são bons mesmo!

Você era uma garota que caiu de cabeça em um mundo totalmente diferente do seu, com plumas, holofotes e garotas magras demais… e você quis ficar na periferia desse mundo, pegar um pouquinho do que precisava e depois cair fora, ali não era seu lugar!

Mas acontece que não dá pra entrar de cabeça em algo e conseguir se manter fora do centro, aos poucos somos atraídas e de uma hora pra outra você está no centro do palco com todos olhando para você. E nesse momento nos buscamos ajuda nas pessoas que amamos, mas elas estão tão distantes, o centro do jogo é fora da esfera da sua realidade.

E você tem que escolher:

Faço o show que eles querem;

Ou saiu correndo como uma garota assustada.

A ultima opção parece fraqueza, mas garanto que não é.

Passamos a vida construindo muralhas dentro de nós, criando nosso mundo, protegido de tudo que pode nos assustar… e de uma hora para outra somos arrancados dele e do lado de fora é frio e tem bem mais monstros do que imaginamos. É ai que temos que voltar correndo para casa, mas não para se esconder, mas para repensar nas barreiras, fortalecer algumas, derrubar outras, contar para suas antigas ‘eu’ como é o mundo lá fora, e pedir cafuné. Elas são você, elas não vão negar. Reveja suas melhores historias, conte para elas o que você aprendeu, construa algo novo.

Querida Andy, você é uma das minhas heroínas, você viveu… mas isso não te impediu de enxergar que o melhor lugar do mundo ainda é dentro do abraço de quem amamos.

Com carinho

 

Sabia que existe 36 perguntas que podem fazer dois estranhos se apaixonarem?

Eu vi o teste em um programa de TV uma vez. Não sei se a magia está em fazer duas pessoas se apaixonarem, mas sim em fazer alguém se abrir tanto a outra pessoa a ponto de pular barreiras sociais e olhar para o outro com outros olhos. Essa intimidade estabelecida com alguém de uma forma tão rápida e desnecessária é o ilusionismo que faz parecer tão empolgante.

Eu queria tentar fazer isso com você.

Tudo bem, não somos dois estranhos… ou somos?

Qual minha cor favorita? Eu claramente não sei a sua.

Podendo escolher entre qualquer pessoa no mundo, com quem você gostaria de jantar? Eu não sei quem você escolheria.

Você gostaria de ser famoso? De que modo? Eu acho que sim, de que modo? Como um artista metido a corrigir as pessoas.

Antes de fazer uma ligação telefônica, você ensaia o que vai dizer? Por que? Não faço a menor ideia! Eu realmente não sei se você gosta de telefonemas, se gosta de frio ou calor, se você é mais da noite ou do dia, qual poder você gostaria de ter.

E você não deve saber muito sobre mim. Nós somos uns amigos de merda!Só sabemos o que queremos, só olhamos para o nosso próprio umbigo!

Uma mensagem…

5:42 PM
Você tá distante e dessa vez eu não tô falando de quilômetros…
Sei que está tarde, e que deveria estar dormindo…
na verdade deveria estar acordando, mas é que o dia hoje foi um daqueles…
Fui a primeira a chegar a pizzaria, falei que tinha uma reserva no nome da Tan-Tan e um garçom bonitinho, mas pouco simpático me direcionou a uma mesa no centro do salão. Perguntou se eu queria beber algo, e eu pedi um suco de morango.
As pessoas foram chegando e começamos a dar prejuízo. Comi tanta pizza vegana que achei que passaria mal. a batata frita estava uma delicia e bebi todo o suco de morango que me ofereceram.
Lá pelas tantas paramos de comer e começamos a divagar. Não falávamos coisa com coisa, atravessávamos a conversa dos outros, e mais de uma vez me vi em 4 conversas paralelas. Não foi ruim, muito pelo  contrário. Tínhamos prova no dia seguinte e uma semana cheia de altos e baixo e era justamente por isso que não queria que a noite acabace.
Conversas de boteco surgiram, e como bêbados que não ingeriram uma gota de álcool, divagamos. A noite corria feito uma lamborghini nova. Perto das 3:12 da manhã, já sentados em uma calçada vendo o tempo passar, exaltando nossa juventude ao máximo, contando os carros na rua, reclamando da demora, xingando o futuro, revivendo o passado, e no intimo de cada um, se perguntando se no futuro havia espaço para nós.
Me perguntei se era só o futuro que me assustava, sempre achei que planos a longo prazo era algo bom para dar um norte e um lembrete do porque começamos algo e porque deveríamos terminar. Mas a verdade é que eu detesto planos! Devemos nos preparar pra vida, e esse preparo exige somente viver o hoje e ter fé no amanhã.
A verdade é que tenho medo do presente, porque ele passa em um instante, e não dá pra imortalizar. Eu queria que aquele momento fosse pra sempre, que pudéssemos ser infinitos, mas a verdade é que o passado é que deve ser imortalizado, o presente deve ser vivido, e o futuro deve ter como base a esperança de que irá existir.
Pensando nisso as 4:17 da manhã me deparei com uma questão maior, e bêbada de suco de morango ou sono, enviei pra você uma mensagem, poucas palavras…
Meu medo de sentir, já mandou quantas pessoas embora? 
Ainda estou esperando sua resposta.

Home

Sou movida a música, e a três minutos ouvi uma reportagem que falava sobre um cantor, não ouvi o nome, mas disseram o nome de uma das suas músicas mais famosa, e estou ouvindo, já tinha escutado essa música antes, mas não sabia dizer o nome ou quem a cantava.

Não faz muito sentido, mas não quero que escrever se torne algo metódico! Quero apenas sentir e colocar pra fora.

Estou com o Facebook aberto esperando o momento em que você vai  me mandar uma mensagem. Eu fui a ultima a mandar mensagem e agora a regra diz que é você o próximo. Que regra? A que está implícita desde que você riu da primeira idiotice que fiz.

mensagem

O dia nem sempre é bom, mas quando você manda mensagem tarde da noite, por volta das onze, e eu ainda estou acordada, torço pra conversa fluir e nos perdermos noite a dentro.  A conversa se torna leve, as pálpebras ficam pesadas e o coração mais sincero.

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Sei que nossa amizade não é como as outras, sei que já tivemos nossos momentos de conflitos, que já ficamos muito tempo sem conversar com o outro, que intimidade é um termo que usamos e vivemos com frequência um com o outro. A verdade é que os patamares do nosso relacionamento nunca foram iguais ao dos demais e eu te amo tanto por isso…

Mesmo com nossos altos e baixos, nunca desistimos um do outro, mesmo perdidos encontrávamos o caminho pra voltar um para o outro, uma forma de voltar pra casa.

Escrevo para que qualquer um leia, já que não tenho mais você para contar…

Segunda foi um dia impossível!

Precisava muito vender meu ingresso da CCXP e só consegui um comprador na segunda de manhã. Infelizmente quando fui fazer a transferência, não podia mais, o prazo havia acabado.

Surtei de uma forma que achei que ia morrer, me faltou ar e senti uma dor no peito. Precisei de muito alto controle para voltar ao meu estado de espirito. Mas as coisas ruins do dia não pararam por ai. Meu chefe me passou um monte de trabalhos horríveis, meu orientador me mandou um e-mail cobrando a apresentação do artigo, que por sinal ainda não fiz, peguei um ônibus lotado e briguei com minha irmã.

No fim do dia eu precisava tanto chorar  no ombro de alguém. Queria só colocar tudo pra fora, sem julgamentos, só lavar à alma. E foi ai que eu me senti totalmente sozinha. Nenhum dos meus outros amigos me atendia, nenhum respondeu minhas mensagens. Eu te vi online, eu compartilhei varias coisas para chamar sua atenção, mas você não deu o braço a torce.

Eu chorei sozinha antes de dormir. Um choro rápido, me convenci da força que tinha e da mulher incrível que sou, e  dormi, sonhando com um amanhã que trouxesse boas noticias.

As pessoas gostam de ouvir músicas com as palavras que elas tem medo de dizer

Olhei meu celular umas 8 vezes hoje para ter certeza que não apareceu uma notificação sua, eu sabia que não, mas o coração insiste em ter esperança.

A última vez que tivemos uma conversa descente foi no dia 17 de outubro, a um mês atrás, você me fez rir, e me pediu um favor, te ajudei e em troca você me prometeu um livro, você sabe me comprar! Escolhemos o gênero do livro, e por mais estranho que pareça, escolhemos um livro de culinária, porque uni duas coisas que amamos.

aquele dia foi bom, sem pretensões de futuro…

Aquele “oiii” com 3 “i” era um flerte,  flertei com você desde que nos conhecemos, mas você nunca notou, e mesmo tendo dito tantos “oiii” ao longo dos anos que nos conhecemos, foi justo aquele que você notou. As coisas poderiam ter continuado bem se não tivesse confirmado sua pergunta, aquele se era sério, se eu realmente estava flertando com você…

Eu não pensei que meu sim iria repercutir tanto assim…

Tantas coisas aconteceram desde aquele sim, eu conheci um cara, eu não sei se teria respondido o “oiii” dele se você tivesse recusado o meu, mas respondi, e ele é muito legal…

Queria dizer que é o bastante pra me fazer parar de reler nossa conversa, mas eu ainda desço a barra de rolagem, eu ainda estou parada naquele “sim”.

Hoje eu li em algum lugar que “De vez em quando, seremos essas pessoas que deixam pessoas ótimas irem embora porque alguém feriu a gente.” me pergunto se somos um daqueles clichês de filme românticos, duas pessoas que se gostam mas que por não terem coragem de ficar juntos se machucam e esbarram em outras pessoas… Não quero esbarrar por ninguém, não quero magoar ninguém porque não consigo parar de sonhar com seu “oiii”.

Escrevi esse texto ao som de marry me do Train e de i’m yours do Jason Mraz, mas eu termino ele ao som de Turn the page. Eu li suas intenções nas entrelinhas, e elas não se cruzam com as minhas

Quem já perdeu um jogo, aprendeu a jogar.

 

Dói, ter que dizer era

Me lembro de uma vez que você chegou de viagem, eu amava quando você passava algum tempo com a gente, era tão raro, minha mãe estava fazendo o almoço de domingo e você insistiu que queria comer “carne de cavalo”, eu sorri, você deu um beijo nela e me levou para comprar balinha. Você não se importava se eu era gordinha ou se meu cabelo estava bagunçado.

Compramos quantos doces eu queria, e depois subimos na bicicleta e fomos comprar essa tal carne. No caminho para o supermercado meu braço doeu, e na minha fraqueza de criança soltei minhas mãos e você não conseguiu me segurar. Meu pé se enfiou no pneu que estraçalhou meus dedinhos de criança. Quando abri meus olhos estávamos no chão.

Não sabia o que tinha acontecido, você corria de um lado para o outro, eu via desespero nos seus olhos. Algumas pessoas se aglomeravam ao meu redor. Alguém chamou meu tio que estava atravessando a rua e ele veio e me olhou com uma cara de pena. O que quer que tivesse acontecido, não era bom.

Minha mãe chegou, você também. Logo a ambulância e quando percebi estava em uma sala fria sendo costurada por um médico sem coração. No fim da tarde estávamos indo para casa, você me carregava no colo e me prometia sorvete.

Hoje, mesmo sendo vegana à muitos anos, a minha Kryptonita ainda é e sempre será sorvete. Porque no meio de todo o caos que aquele dia produziu, o sorvete simbolizou a minha paz. No fim, eu estava nos seus braços.

Tanta coisa mudou, eu cresci, em tamanho e experiência, não sou uma meninhinhaaaaaaa! E você, com o passar dos anos diminuiu, em todos os aspectos, hoje não nos olhamos como iguais. Hoje você nem me enxerga, porque está cego por aquilo que te tirou de mim.

Hoje quando chego em casa torço para você não está porque quando você está o estrago é tão grande que abala nossa estrutura. Te ver se perder sem conseguir fazer nada foi o maior dano que causei em alguém.

Saio todas as manhãs para tentar salvar o mundo de alguém, mas a verdade é que eu não consegui salvar nem o seu. Qualquer esforço é pequeno, porque minha redenção é aos seu pés, e você já os tirou do chão.

Mesmo tendo tudo, você escolhueu trocar por um copo, e esse copo não teve pena de você. Cada vez que você virava o copo, ele tirava algo que você amava, o trabalho, seus amigos, a família e até mesmo a admiração que nutríamos por você. Hoje o que você tem se resume a um copo e uma alma vazia. Você se tornou um fantasma!

Tentamos te tocar, te alcançar… mas você está intangível, inalcançável…

Nossas palavras ecoam nos quatro cantos dessa casa, e o seu grito de desespero há muito foi abafado pelo copo, hoje você nem tenta lutar. As pessoas me perguntam como você esta, e digo a verdade, porque aquele bom homem do inicio da história, me ensinou a nunca mentir, e como uma boa aluna eu aprendi, talvez bem demais. As pessoas lançam aquele olhar melancólico e sempre dizem: ele era um homem tão bom! Como se perdeu tanto assim?

A verdade é que ninguém sabe como você se perdeu, mas doí ter que conjugar tudo que foi bom no passado. Eu preservo essas lembranças numa caixinha rosa, e quando o peso do mundo recai sobre os ombros, é nela que eu vou me consolar.

Boas lembranças deveriam ser guardadas em espaços maiores para que coubesse mais, mas à quanto tempo não entra nada de bom lá? achei que uma caixinha seria mais bem guardada, mais fácil de esconder onde ninguém possa me roubar isso.

Quando vejo a sombra do homem que você já foi eu sempre me lembro do sorvete, aquele doce. Hoje perdi peso, me tornei uma mulher que cabe em um jeans 38, mas trocaria isso por todos aqueles sorvetes que você não me deu em quanto se perdia de nós.

Não sou mais uma menininhaaaaa, mas carrego o coração de uma,

e ela precisava de você,

ela precisa de um pai.

Ela precisa que você volte para o chão,

ela precisa do seu abraço.

Segundo

Eu leria esse texto ao som de qualquer música do Gaap!

Não é a primeira vez que eu ti vi…

a primeira vez foi a muito tempo atrás, em um curso que fizemos juntos, mas o professor era muito lindo e cheiroso, não dava para prestar atenção em outro alguém, Desculpa.

Mas eu me recordo que você tinha um nome diferente, isso me marcou.

Sempre que saia para tomar café com meus amigos você estava sentado em um banco com sua galera, rindo de algo que sempre me despertou curiosidade, e entre um riso e outro você me olhava por um segundo. Um pequeno segundo…Foi o bastante para me fazer querer tomar café a cada meia hora.

Minhas amigas te deram um apelido carinhoso, o ‘meu amiguinho’, e eu feito boba tentava disfarçar a alegria sempre que elas falavam de você. A gente não tinha nada, nem sequer tinha trocado mais que algumas poucas palavras. Não que eu não quisesse mais.

Um período novo começou e adivinha que estava pegando aula na sala ao lado da minha… sim, eu não iria mais faltar as aulas da segunda. A primeira a chegar e a última a sair. Como uma boa CDF!

Eu sentava sempre no mesmo lugar, e ficava esperando você chegar.  Sempre que chegava eu te acompanhava com os olhos. E quando podia eu desviava os olhos da tela do computador e te observava jogar,  que feio moreno! Você deveria prestar atenção na aula, ou em mim.

Mesmo agindo como um ET, bancando a atrapalhada, não era o bastante para chamar a sua atenção por mais que um misero segundo.

De desatenção em desatenção, eu fui deixando de me desviar do meu trabalho para te espiar. As vezes você chegava e eu nem notava. Já não torcia para aula não ter fim e as segundas voltaram a ser bem chatas. Você continuava sendo você, o que estava mudando era o ideal que eu tinha. A culpa não é sua, é que eu leio muitos livros, e sonho com um daqueles encontros inesperados que duram para vida toda. Eu acreditava que em algum momento aquele segundo duraria mais que um instante.